http://www.cvnsg.com.br/recursos/files/Apostila%20de%20Ed_%20F%C3%ADsica%202014-%201%C2%AA%20s%C3%A9rie.pdf
HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA
O período que se convencionou
pré-histórico evidenciou que todas as atividades humanas dependiam do
movimento.
Ao analisar a cultura primitiva em
qualquer de suas dimensões, vemos que os nossos irmãos da caverna dependiam da
sua força, velocidade e resistência para sobreviverem.
Realizavam longas caminhadas e no seu
percurso, lutavam, corriam, saltavam, nadavam e arremessavam objetos. A caça e
a pesca eram a base de sua economia.
Uma das atividades físicas mais
significativas foi a Dança, através da qual exibiam suas qualidades
físicas, expressavam seus sentimentos num caráter ritualístico, onde havia
demonstrações de alegria e tristeza (nascimentos e funerais).
O jogo foi uma das atividades
sociais de maior relevância.
O Salto em Altura, simbolizava
o crescimento das raízes, a corrida lembrava o ondear das espigas e a
velocidade era valorizada como a essência da juventude.
Os Chineses parecem ter sido
os primeiros a racionalizar o movimento humano, emprestando-lhe ainda um forte
conteúdo médico com um sistema de ginástica terapêutica. Eles foram hábeis
caçadores, lutadores, nadadores, praticantes de esgrima, de hipismo e de um
esporte que hoje chamaríamos de futebol (TSU-CHU).
A Índia é reconhecida como a
nação que conseguiu atingir o maior grau de elevação espiritual de toda a
humanidade. Destaca-se entre as práticas Indus a YOGA, a qual não trata só do
corpo físico, mas se preocupa com o intelectual e o emocional, objetivando a
identificação da essência divina e a purificação do corpo.
Os egípcios exercitavam
os seus guerreiros com treinamentos muito rigorosos. Suas práticas esportivas
eram muito variadas, como: a luta, a natação, o remo, o atletismo, etc.
A civilização Grega tem um
mérito de não separar o físico do intelecto e foi na Grécia que surgiram
os Jogos Olímpicos.
Na Inglaterra destaca-se o
núcleo de uma mentalidade verdadeiramente esportiva no mundo ocidental. Ao
contrário dos Gregos que consagravam um lugar de honra no atletismo, o esporte
medieval preferiu as atividades coletivas, como os jogos com bola (RUGBY).
No Renascimento a Educação
Física volta a ser desfrutada apenas pela minoria, ou seja, a burguesia
ascendente, a corte e somente para o ensino superior. Nessa época, pensadores
como DA VINCI, escreveram estudos sobre movimentos e articulações.
Foi nas últimas décadas do
século XVIII, e em especial durante o século XIX, que a Educação Física
experimentou um decisivo impulso no sentido de sua sistematização e
institucionalização como uma forma de educação no mundo ocidental.
O primeiro programa moderno
de Educação Física, dava muita importância à saúde e à educação. Compreendia: saltos,
corridas, arremessos e lutas. Dava muita importância ao corpo sobre
a mente e caráter, e a saúde, mais do que ao conhecimento e isto deveria ser o
objetivo básico da educação.
GUTS MUTHS ganhou grande importância como autor da
primeira metódica para planejar intencionalmente a educação física e também
introduzir o jogo como meio justificado de educação.
A Dinamarca tornou-se o
primeiro país Europeu a introduzir a Educação Física como uma matéria escolar,
promover cursos de treinamento de professores e editar manuais para
instrutores.
HENRIK LING criou uma escola nacional de ginástica
que objetivava desenvolver o corpo através de movimento.
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO BRASIL
Os indígenas eram muito hábeis e na
luta pela sobrevivência praticavam diversas atividades físicas, como: arco e
flecha, natação, luta, caça e pesca, montaria, canoagem e corridas. Apesar
disto o jogo da peteca foi a única contribuição original dos indígenas ao
universo esportivo nacional.
Com a vinda dos africanos como
escravos no século XVI, surge uma dança, misto de ritual de luta que hoje
recebe o nome de capoeira.
De forma sistematizada, a Educação
Física no Brasil começou dentro de uma escola militar, servindo aos propósitos
militaristas de adestramento e preparação para a defesa da Pátria, reforçando
os sentimentos relacionados à eugenia da raça, reflexo da ideologia social
dominante naquela sociedade.
A carta Régia de 04.12.1810 criou a
Escola Militar com o nome de Academia Real Militar, dois anos após a chegada,
ao Brasil, da família real Portuguesa. Nesta mesma Academia, em 1860 foi introduzida
a Ginástica Alemã.
Até próximo dos anos 60, o método da
Educação Física oficialmente adotado nas escolas brasileiras era de origem
militar, proveniente da Escola Militar Normal de Ginástica de Joiville-le-Pont,
na França, e divulgado no Brasil por uma missão Militar daquele país.
Em 1824 com a primeira constituição
que dava poderes ao Imperador, surgem as formas educacionais. Mais ou menos
nesta época tem início a história da Educação Física no Brasil. Chegaram os
primeiros livros e em 1851 começa a legislação referente à matéria obrigando a
prática da ginástica nas escolas primárias do município da corte (Rio de
Janeiro, 1886).
Após a abolição (1888) e proclamação
da República (1889) se precipitaram os impulsos decisivos em relação à Educação
Física. O Futebol, importado da Inglaterra em 1894 começa rapidamente sua
escalada e populariza-se no início de século. Nesta época, vários outros
esportes são introduzidos, tais como: natação (1896), basquetebol e o tênis
(1898).
Em 1933 foi fundada a escola de
Educação Física do Exército, a qual permitia também a matrícula de professores
civis. Até a criação desta encontramos apenas dois estabelecimentos
especializados: as escolas de educação física da Força Policial de São Paulo e
do centro de esportes da marinha (Rio de Janeiro), esta última tendo sido a primeira
a formar especialistas em educação física dentro de seus quadros.
A década de 1970 iniciou-se com a
criação do Departamento de educação Física e Desportos.
Na política nacional a Educação
Física e Desportos (Brasil) o esporte foi considerado um dos mais valiosos
elementos de apoio a formação do homem e coesão nacional e social. Além disso,
uma política esportiva torna-se socialmente justa e democrática ao possibilitar
a ascensão do talento esportivo, que encontra condições para revelar-se, independentemente
de prestígio, nível de renda ou relações de poder.